Fouet & Cuchara

                     Residencial Vitra, Avenida Dos Buzios, Jurere Internacional – Florianopolis/SC.

 

Instalação da obra de arte pública  “Fouet Cuchara”

 

Protótipo – participou da mostra  “25 VEZES DUCHAMP – A FONTE 100 ANOS”

 

Croqui da obra de arte

“Fouet Cuchara” é uma maneira divertida de falar das mesclas culturais, no caso francesa e espanhola, que me inspiraram nos últimos anos, mas acima de tudo, é uma reverência para a História da Arte, em especial a História da Arte Pública. Entre os anos 70 e 80 houve um forte impulso das políticas culturais na direção da Arte Pública, entre outros artistas  Claes Oldemburg proporcionou importante contribuição com suas obras públicas colossais,  um exemplo é “Clothespin”, 1976, um imenso grampo de roupas,  que está na Filadélfia EUA. As obras de Oldemburg, por sua vez, remetem aos objetos do cotidiano, denominados por Marcel Duchamp como ready made.   A escala de “Fouet Cuchara” não objetiva a monumentalidade, a iniciativa está focada na ludicidade do objeto, resultante da junção dos dois ready mades:  um fouet e uma colher.

Giovana Zimermann, 2015

 

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સાવરણી  [sãvaranī]  Land art


 

Title:   સાવરણી  [sãvaranī]   Triple Circle
Size: 6.40
Medium: Land Art
Year: 2020

The concept of my Land art work is based on an observation of the way the women of the humble classes sweep the floor with the broom without a handle. [સાવરણી  [sãvaranī]  is a broom without a handle.

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A metáfora do esgrimista, 2011 TEXTO URBANO

Foto: GIL GUZZO

As poesias de Cruz e Sousa e de Charles Baudelaire foram relacionadas, respectivamente, em duas obras: a primeira intitulada: A metáfora do esgrimista (2011), localizada rua Ferreira Lima no Centro de Florianópolis; e a outra O Sol, 2016, Estreito. “Tropeçando em palavras como nas calçadas, topando imagens desde há   muito já sonhadas” (BAUDELAIRE, 1985, p. 319)

Foto: GIL GUZZO

O título da A metáfora do esgrimista, não apareceram na obra, somente embasa o processo criativo, simboliza o ato metafórico, de gravar poesias nas calçadas, anunciado por Baudelaire na poesia O Sol. Com a expressão o poeta desejava falar do duelo em que o artista se envolve, e ao mesmo tempo como artísticos os traços marciais.  A poesia Aspiração, que Cruz e Sousa fez para Julieta dos Santos, foi gravado com jato de areia, na calçada na rua Ferreira Lima, 199, Centro.  E parte dela, fundidos em duas placas de bronze (tampas de bueiros). “Enquanto tu fulgires nas alturas eu errarei nas densas espessuras da  terra sob a rigidez do asfalto”; Em outra extremidade da calçada, um facho de luz rompe o solo, circundado pela continuação da poesia, “… Embalde o teu clarão me enleva e calma”. (Cruz e Sousa)

Foto: GIL GUZZO

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PARA ESCUTAR A CIDADE, 2017

A obra de Arte Pública intitulada “Para escutar a cidade”, está localizado no balneário do Estreito, bairro continental da cidade de Florianópolis. Trata-se de uma escultura, executada em aço polido que espelha um texto gravado na pedra, cuja textura se assemelha a uma peça arqueológica, ornamentada pela repetição da frase-título para escutar a cidade, em diversos idiomas, entre os quais: árabe, francês, chinês, italiano, javanês, tailandês, inglês, vietnamita, persa, português, macedônio e, até, uma língua artificial, o esperanto. A própria escultura porta uma luminária em formato de diamante, aludida à preciosidade ditada pela cidade.

TO LISTEN TO THE CITY

The Public Art work entitled “To listen to the city” is located in the Estreito resort, a continental district of Florianópolis. It is a sculpture made of polished steel that mirrors a text engraved in stone, whose texture resembles an archaeological piece, ornamented by the repetition of the title phrase to listen to the city, in several languages, including: Arabic, French, Chinese, Italian, Javanese, Thai, English, Vietnamese, Persian, Portuguese, Macedonian and even an artificial language, Esperanto. The sculpture itself carries a diamond-shaped lamp, alluded to the preciousness dictated by the city.

शहर में आने के लिए

“शहर को सुनने के लिए” लोक कला का काम, एस्ट्रीटो रिसॉर्ट में स्थित है, जो फ्लोरिअनपोलिस का एक महाद्वीपीय जिला है। यह पॉलिश स्टील से बनी एक मूर्तिकला है, जो पत्थर में उकेरे गए एक पाठ को चित्रित करती है, जिसकी बनावट एक पुरातात्विक टुकड़ा से मिलती-जुलती है, जो शहर को सुनने के लिए शीर्षक वाक्यांश के दोहराव से अलंकृत है, जिसमें अरबी, फ्रेंच, चीनी, इतालवी शामिल हैं: , जावानीस, थाई, अंग्रेजी, वियतनामी, फारसी, पुर्तगाली, मैसेडोनियन और यहां तक कि एक कृत्रिम भाषा, एस्पेरांतो। मूर्तिकला में हीरे के आकार का दीपक होता है, जो शहर द्वारा तय की गई बेशकीमती चीजों से जुड़ा होता है।

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Nela também há uma placa com uma citação do livro “As Cidades Invisíveis” de Ítalo Calvino,

“As cidades também acreditam ser obra do espírito ou do acaso, mas nem um nem outro bastam para sustentar as suas muralhas. De uma cidade não aproveitamos as suas sete ou setenta maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas”, Italo Calvino, As Cidades Invisíveis” (1972).

‘Cities also believe they are the work of the mind or of chance, but neither the one nor the other suffices to hold up their walls. You take delight not in a city seven or seventy wonders, but in the answer it gives a question of yours’. Italo Calvino, “Invisible Cities” (1972)

शहरों का यह भी मानना है कि वे मन के काम या संयोग के हैं, लेकिन न तो कोई और न ही अपनी दीवारों को धारण करने के लिए पर्याप्त है। आप सात या सत्तर अजूबों वाले शहर में खुशी नहीं मनाते हैं, लेकिन जवाब में यह आपका एक सवाल है। ‘ इटालो कैल्विनो, “इनविज़िबल सिटीज़” (1972)

“Para escutar a cidade”, 2017, foi o meu último projeto, aprovado pela Lei Complementar nº 482/2014, Florianópolis – SC – Brasil. Leia mais em: http://emetropolis.net/

installation photographs

Arteforadomuseu

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A LÍNGUA, 2007 – MOBILIÁRIO URBANO

O primeiro mobiliário urbano que projetei foi a obra intitulada A Língua (2006), que, de certa forma, rompeu com o limite físico ao qual estavam confinadas todas as obras de arte (presas na edificação) , em virtude das determinações legais, o que pode ser  considerado como uma importante contribuição para o aprimoramento da lei que permanecia em vigor. Essa obra teve bastante repercussão: A Língua recebeu Menção Honrosa por representar os avanços pretendidos pela referida Lei no 2° Seminário de Arte pública  de Florianópolis, e no desenvolvimento do 16° Simpósio de Artes Plásticas “Experiências em Arte pública : Memória e Atualidade”, 2007 ocorrido em Porto Alegre-RS, José Francisco Alves assim se expressou: “Neste encontro, as estratégias de ‘invadir’ a cidade foram definidas como prioridade. A artista plástica Giovanna Zimermann consegue implantar sua primeira obra em uma praça, totalmente financiada pelo setor empresarial a partir da aplicação da lei dos 2%. Neste seminário, as proposições estratégicas foram desenhadas na busca de expandir o conceito de Arte Pública até então praticado” (ALVES, 2007, p. 29).

Pça. Vale do Sol Rua Itapiranga, Itacorubi Florianópolis – SC – Escultura instalada em: 2007

Localização: OBRA IN LOCO

Em sua Dissertação de Mestrado, Guilherme Freitas Grad, afirma: “Um exemplo notável de obra de arte que abriu um precedente na cidade trata-se da obra “A Língua”, da artista plástica Giovana Zimermann. Implantada no ano de 2006, (…) A obra, portanto, rompeu o limite físico ao qual estaria confinada e isto contribui com pelo menos um aprimoramento para a lei em vigor. (…) Sobre a obra de arte, ela consiste em um objeto escultórico que ocupa e se afirma no espaço, permitindo a apropriação de ambos (espaço e obra de arte) pelas pessoas. Além de esteticamente agradável ao olhar, sua forma remete a um objeto lúdico, reforçando a intenção da artista acerca da apropriação do mesmo. Desta maneira ela consegue não só prover um alívio visual, mas também busca a interação do público, chama-o para a obra de arte para que não só a veja, mas também a toque, sinta, se aproprie da mesma. Do ponto de vista urbanístico configura uma obra de arte que qualifica o local de inserção, dotando-o de um caráter e abrindo possibilidades para que se configure como um lugar de relações, de encontro, de trocas”. ler mais em: GRAD, Guilherme Freitas. Arte Pública e paisagem urbana de Florianópolis, SC, Brasil. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: PGAU-CIDADE – UFSC, 2007.

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Armila, 2013

 

A primeira vez que li As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino, fiquei encantada com Armila, a cidade delgada, despertando-me o desejo de construir uma instalação com tubulações, torneiras e vasos sanitários a céu aberto. Assim é  Armila I, 2013. Uma obra de arte hi-tech, feita de tubos que crescem no jardim, como uma grande planta exótica, e que terminam em torneiras, chuveiros, registros; objetos do cotidiano, que apesar de possuírem referência dentro de seu quadro imagético próprio, podem ser apropriados pela arte de modo diferente, permitindo ao  público ‘inventar’ – com arte e astúcia sutil – o seu próprio cotidiano.

A segunda referência,  para a criação de Armila I,  é a obra Fonte criada em 1917 por Marcel Duchamp, foi inspiração para os três bancos, que parecendo “frutas tardias que permanecem penduradas nos galhos” (CALVINO, 1990), mas é também um mobiliário urbano, e, como tal, tem como principal finalidade a criação de um espaço de convivência para a cidade. O layout da calçada é a reprodução de parte da malha urbana, do centro de Florianópolis, levada para Jurerê, bairro da Ilha.

 

A cidade vista do alto, miniaturizada, é um texto urbano, uma imensa texturologia que se tem sob os olhos, como propõe Michel de Certeau, “um simulacro ‘teórico’ (ou seja, visual)” (CERTEAU, 2001:171). A calçada da obra de arte Armila I, foi inspirada na obra Poesia na calçada, 2007, a primeira da série TEXTO URBANO.

Av. dos Búzios, 1136 – Jurerê Internacional, Florianópolis – SC – Brasil

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